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Em uma frase: é um segundo cadeado no login, que continua fechado mesmo se alguém descobrir a sua senha.

Como funciona

Normalmente entrar exige duas coisas: o nome de usuário e a senha. Quem souber as duas entra, de qualquer lugar do mundo. Com a verificação em duas etapas ligada, passa a exigir uma terceira: um código de seis dígitos que muda a cada poucos segundos e existe só no seu celular. É isso que muda o jogo: descobrir a sua senha deixa de ser suficiente. Quem tentar entrar precisaria também estar com o seu celular na mão.

De onde vem o código

De um aplicativo autenticador, que você instala no celular. Ele é gratuito e funciona sem internet, porque o código é calculado a partir da hora do aparelho. Os mais usados são o Authy, o LastPass Authenticator e o Google Authenticator. Qualquer um serve, e o mesmo aplicativo guarda as contas de vários serviços ao mesmo tempo.

Como o aplicativo aprende a sua conta

O serviço mostra um QR code e, ao lado dele, a mesma informação escrita como uma sequência de letras e números. Os dois são a mesma coisa, chamada de chave secreta. Você aponta a câmera do aplicativo para o QR code, ou digita a sequência à mão se a câmera não funcionar. A partir daí o aplicativo passa a gerar os códigos daquela conta.

O risco de perder o celular

Se o celular sumir, o aplicativo some junto, e os códigos param de existir. Por isso a chave secreta precisa de uma cópia guardada em outro lugar, como um gerenciador de senhas. Com ela, você cadastra a conta num aplicativo novo e volta a gerar os códigos. Muitos serviços também entregam uma lista de códigos de emergência de uso único. Nem todos entregam, e o artigo de cada serviço diz o que aquele faz.

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